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Servidores da SEE participam de capacitação em Justiça Restaurativa Última atualização em, 26 de junho de 2018

Diálogo. Essa palavrinha simples, mas tantas vezes esquecida, pode ser a chave para um mundo melhor. No auditório da Secretaria Municipal de Educação (SEE), cerca de 25 servidores, a maioria orientadores educacionais, estão reaprendendo a falar e a ouvir o outro. Desde a última segunda-feira, 26, eles participam de uma capacitação em Justiça Restaurativa, promovida pela Escola de Magistratura da Associação de Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris). 

 

As atividades, que serão realizadas durante os três dias do curso, têm como metodologia os chamados Círculos de Construção de Paz. Nos encontros não há espaço para a teoria, tudo é vivenciado dentro de uma roda e com o suporte de um facilitador, que por meio de um passo a passo, ajuda os participantes a criar um espaço seguro de fala e escuta. “É um processo que organiza o diálogo para que possamos falar abertamente sobre coisas boas, ruins, difíceis, com respeito e sem julgamento. Nada melhor que vivenciar para incorporar”, explicou a instrutora da Ajuris, psicóloga Rafaela Duso, há 12 anos trabalhando com o método. 

 

Como enfatiza a instrutora, a capacitação não tem o propósito de auxiliar na mediação de conflitos, mas ajuda a preveni-los, já que tem como foco uma melhor qualidade nos relacionamentos. “Estamos trabalhando ferramentas que nos permitem construir relacionamentos mais saudáveis. É importante trabalhar o respeito pela história do outro, pelas capacidades do outro, entender como vemos o outro e como somos vistos pelo outro”, observou.

 

Uma das participantes do curso, a orientadora Carmen Cristine Lange, 53 anos, da Emef Christiano Smidt, de Rio Pardinho, entende que o excesso de exigências e o ritmo mais frenético da sociedade faz com que as pessoas se desconectem de seu eu interior, o que atrapalha a relação com o outro. “A sociedade mudou muito e a gente se sente um pouco solitário, há muito desamor nas relações sociais. Essas vivências nos propõem olhar o outro a partir de nós mesmos, sem interferir e respeitando as diferenças, para assim restabelecer essas relações”, disse. 

 

Já a colega Denise Camargo, 54 anos, orientadora da Emef Dona Leopoldina, em Linha João Alves, acredita que a experiência no curso dará um novo significado ao trabalho já realizado na escola. Ela afirma que trabalhar com prevenção é essencial para que os problemas não ganhem grandes proporções. “É muito importante trabalharmos a questão do diálogo e também do compartilhar, trazer à tona mais sentimentos positivos nas relações”, observou ela.

 

Na avaliação da secretária municipal de Educação, Jaqueline Marques, conflitos que não deveriam chegar na escola estão chegando, o que, segundo ela, retrata a enorme crise de valores vivida pela sociedade. “Temos 46 unidades e todos os dias temos situações de conflitos para resolver. Não é fácil conciliar desejos e expectativas, portanto este curso é uma grande ferramenta que a Secretaria Municipal de Educação e a Ajuris estão oportunizando para as escolas”, disse. 

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