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Ônibus lilás leva ao interior ações de prevenção à violência contra a mulher Última atualização em, 23 de maio de 2018

Ontem foi o dia delas, hoje é o dia delas e amanhã será também o dia delas. Através da  Ação Cidadania da Mulher, iniciativa conjunta da Secretaria Municipal de Políticas Públicas (Sepop) e governo do Estado, mulheres do centro e interior de Santa Cruz do Sul têm a oportunidade de acessar múltiplos serviços, oferecidos pela rede de atendimento às vítimas de violência doméstica.

 

A ação iniciou na manhã de ontem, na Praça Getúlio Vargas, e, à tarde, o ônibus lilás, cedido pelo governo do Estado, dentro do Programa Mulher, Viver sem Violência, se deslocou até o distrito de Rio Pardinho, em frente à Academia de Saúde, onde as mulheres da comunidade comparecerem em peso e puderam participar de atividades em diversas áreas. 

 

Além da oportunidade de efetuar denúncias com total sigilo, no interior da unidade móvel, assistidas por profissionais de Psicologia, Serviço Social e Direito, as mulheres puderam desfrutar de momentos de embelezamento, com maquiagem e corte de cabelo, tratamento da pele, entre outros. Muitas participantes -  também alguns homens -, aproveitaram para praticar o Lian Gong, ginástica chinesa voltada à promoção da saúde e qualidade de vida.

 

Hoje a ação acontece em Alto Paredão, em frente à Emef Felipe Becker, manhã e tarde, e, nesta quinta-feira, em Linha Saraiva, em frente à Emef Rio Branco, também durante todo o dia. 

 

Dados da Delegacia da Mulher revelam que em 2017 foram registradas 1507 ocorrências de violência doméstica, incluindo os cinco tipos: física, sexual, patrimonial, psicológica e moral. Já este ano, até o final de abril, este número já chega a 393 ocorrências. Em primeiro lugar estão ameaças, em segundo lugar, violência física, e, em terceiro lugar, perturbação da tranquilidade. Atualmente cerca de 500 mulheres estão sob medida protetiva, recebendo o acompanhamento da Patrulha Maria da Penha, da Brigada Militar. 

 

Segundo a coordenadora do Escritório de Defesa da Mulher, Priscila Froemming, se para a mulher da cidade, denunciar é difícil, para as mulheres do interior, vencer os tabus é ainda mais complicado. “A realidade da violência doméstica é ainda mais forte no interior. As mulheres do campo não denunciam por vergonha ou por falta de conhecimento de seus direitos e, assim, sofrem caladas e sem pedir socorro”, constata. 

 

Atividades:


Orientações e prevenção à violência contra as mulheres

 

Cadastro e recadastro no Cad-Único e Programa Bolsa Família

 

Serviços de Saúde (testes rápidos, pesagem, cartão SUS, orientações e encaminhamentos)

 

Embelezamento e técnicas de massagem

 

Exposição de trabalhos de mulheres assessoradas pela Emater/RS-Ascar

 

Palestras

 

Orientações de órgãos da segurança pública sobre proteção à mulheres

 

Divulgação dos serviços de atendimento à mulher pelo Conselho Municipal dos Direitos da Mulher

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