Conferência debate saúde dos trabalhadores como direito humano

Conferência debate saúde dos trabalhadores como direito humano

Última atualização em 24 de março de 2025

Usuários, gestores, prestadores de serviços e trabalhadores do SUS estiveram reunidos nesta sexta-feira, 21, no anfiteatro da Unisc para a 3ª Conferência Municipal de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CMSTT), de Santa Cruz do Sul. O evento contou com a participação de representações de vários segmentos sociais - usuários, trabalhadores, gestores e prestadores de serviços de saúde - para debater a situação de saúde dos trabalhadores e propor diretrizes para a formulação de políticas públicas em nível municipal, estadual e nacional. 


Na cerimônia de abertura, o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Rabuske,  fez menção ao episódio de agressão a uma servidora pública, ocorrido nos últimos dias dentro de uma unidade de saúde e lamentou o posicionamento de muitas pessoas nas redes sociais. “O servidor merece respeito. Antes de sermos trabalhadores, precisamos lembrar que somos seres humanos, que temos família, problemas, necessidades”, disse. Segundo ele, a saúde mental  é algo a ser debatido com frequência.


Já a titular da 13ª Coordenadoria Regional de Saúde, Mariluci Reis, ressaltou que a conferência é ampla, aberta a participação de todos os trabalhadores e que o auditório deveria estar cheio. “Hoje é dia de falarmos da nossa saúde porque trabalhadores somos todos nós. Tenho certeza que daqui sairão grandes propostas que irão repercutir em nível estadual e nacional”.


Em sua fala, a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Célia Zingler, lembrou que quando um trabalhador adoece, o problema não é apenas do indivíduo, mas passa a ser coletivo. “Esse é o nosso desafio aqui hoje. É importante auxiliar, sermos solidários e contribuir para que aquela pessoa restabeleça sua saúde, mas olhar para nosso local de trabalho e ver o que está nos adoencendo”.


Para a vice-reitora da Unisc, Andreia Rosane de Moura Valim, o ambiente de trabalho precisa ser um espaço adequado, acolhedor, que respeite o trabalhador e que possibilite a ele contribuir com o desenvolvimento da instituição que representa, mostrando todas as suas potencialidades. “Ser um profissional de saúde traz riscos inerentes, assim acontece em outras profissões. Quando optamos por isso sabíamos que iríamos nos expor a situações que nos deixam mais vulneráveis e o desafio aqui hoje é construir caminhos e estratégias para minorar esses riscos”.


Após os discursos, a coordenadora geral da 3ª CMSTT, Salete Faber, fez a leitura do regimento interno. Na sequência foram apresentados paineis, grupos de trabalho por eixo, plenária de apresentação e eleição de delegados para a 4ª Conferência Estadual de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (4ª CESTT), que será realizada no mês de agosto, em Brasília (DF).

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