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Estado deve regularizar repasses a partir de abril Última atualização em, 30 de janeiro de 2019

Otimista. Assim o secretário municipal de Saúde, de Santa Cruz do Sul, Régis de Oliveira Júnior, definiu o primeiro encontro, que teve na tarde desta segunda-feira, dia 28, com a secretária estadual de Saúde, Arita Bergmann. Ele foi à capital, acompanhado pelo diretor administrativo da Sesa, Giovani Alles, e da assessora técnica, Raquel Rozeno.  Da reunião participaram também, de parte do governo do Estado,  diretores de patrimônio, de  atenção básica e  ambulatorial e hospitalar.

 

A depender ainda de uma decisão final da Secretaria Estadual da Fazenda acerca de uma possível suplementação de recursos para o setor, a partir de março o 

Estado deve começar a empenhar valores da dívida que mantém com  o município e com os hospitais. Já os pagamentos propriamente ditos começariam a ser realizados em abril. Hoje, somando o que o Estado deve aos hospitais, Cisvale e Município, o montante chega a R$ 16 milhões. Somente no ano passado o prefeito Telmo Kirst autorizou uma suplementação de R$ 4,5 milhões para cobrir despesas da pasta.

 

Também na pauta do encontro, a devolução da gestão do Cerest ao Estado - o Município deverá formalizar o pedido nos próximos dias  – e a regionalização da regulação do Samu. A ideia, com essa proximidade, é melhorar o serviço, conferindo mais agilidade nos atendimentos. Para viabilizar a medida, o município vai receber uma assessora técnica do Estado para dar início ao processo. “Nossa intenção é que a gente tenha o serviço na cidade e que possamos regular tanto para a região do Vale do Rio Pardo quanto para o Vale do Taquari. Essa é uma discussão que a gente precisa levar ao Cisvale e à Amvarp, mas o município vai formalizar seu interesse ao governo do Estado”, disse.

 

Outro aceno positivo, dado pela secretária,  é com relação à normalização dos repasses de medicamentos da Farmácia do Estado. A lista de 34 medicamentos faltantes em Santa Cruz do Sul caiu para 20. Segundo ela, o abastecimento deve voltar ao normal até o mês de abril. Isso porque o Estado vai abrir uma negociação com os laboratórios licitados para quitar parte da dívida com os fabricantes.

 

Também esta semana, fórmulas de dietas especiais, que estavam em falta, serão entregues. Já com relação às fraldas, a partir do próximo mês a secretaria vai dar início à reposição. Este mês o prefeito Telmo Kirst determinou  uma compra emergencial e autorizou a suplementação de R$ 150 mil no orçamento da Saúde.  Somente neste item, o Estado acumula uma dívida de R$ 10 milhões com os municípios. 

 

Ainda na pauta do encontro, o último assunto tratado também não encontrou entraves. A Administração Municipal quer de volta o terreno onde está o Cemai, que já pertenceu ao município. Trata-se de um processo de retrocessão. A área, onde estão os prédios do Cemai e do Cerest foi doada ao Estado. Agora, antes de retornar ao patrimônio da Prefeitura será necessário fazer o desmembramento. A medida, no entanto, precisa da aprovação da Assembleia Legislativa.

Para o secretário Régis, o encontro com Arita Bergmann foi positivo e a expectativa é de que os pleitos sejam atendidos, em um curto espaço de tempo. “Sabemos que a situação do Estado é difícil, mas saímos deste primeiro encontro muito confiantes de que o governo vai fazer todo o esforço possível para honrar seus compromissos. E de nossa parte seguimos com o firme propósito de manter a qualidade do nosso atendimento”.

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