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Prefeitura vai comprar 400 coleiras para evitar surto de Leishmaniose Última atualização em, 25 de janeiro de 2019

O secretário municipal de Saúde, Régis de Oliveira Júnior, anunciou na manhã desta sexta-feira, dia 25, a compra de 400 coleiras de uso veterinário para evitar novos casos de Leishmaniose. Somente esta semana, oito novos possíveis casos foram notificados no município, porém ainda aguardam pelos resultados da Vigilância Sanitária do Estado. 

 

A doença está despertando a atenção da comunidade, após a notícia de que o Cabeção, cachorro adotado pela vereadora Bruna Molz, adquiriu a doença e está atualmente em tratamento. As coleiras adquiridas pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesa) serão doadas às famílias de baixa renda que possuem cães na mesma situação e não podem arcar com os altos custos do tratamento. 

 

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Saneamento e Sustentabilidade (Semass) ficará responsável pela triagem. “Assim que as coleiras chegarem faremos essa avaliação para selecionar as famílias que mais precisam”, disse o secretário da pasta, Raul Fritsch. O dispositivo evita que o mosquito transmissor da Leishmaniose se aproxime do cão e também auxilia no controle de carrapatos e pulgas. A validade é de 6 meses. 

 

De acordo com Régis, a coleira evita que o mosquito pique novamente o cão que está doente e siga infectando outros animais e até seres humanos. Ele fez um apelo para que os veterinários  informem a Vigilância Sanitária do município, sobre quaisquer novas suspeitas, e para que ao menor sintoma em seres humanos, as pessoas procurem a unidade básica de saúde mais próxima de sua residência. “Nos cães a doença não tem cura e o tratamento é muito caro, já nos seres humanos os sintomas confundem-se facilmente com os de outras doenças, por isso é preciso ficar atento”, disse.

 

Além desta ação, a Sesa prepara uma forte campanha de prevenção e conscientização para que as pessoas cuidem de seus animais, mantenham seus ambientes limpos e assim evitem a  circulação do mosquito transmissor.  O  investimento, incluindo a aquisição das coleiras, de testes rápidos e materiais de campanha, deverá ficar em torno de R$ 100 mil.

 

Entre 2017 e 2018, nenhum caso de Leishmaniose foi registrado em humanos, em santa Cruz do Sul. No mesmo período, 377 casos foram notificados à Vigilância Sanitária. Desse total, 36 cães tiveram diagnóstico positivo para a doença. 

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