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Prefeitura autoriza Hospital Santa Cruz a suspender cirurgias eletivas Última atualização em, 30 de novembro de 2018

Diante da falta de repasses de verbas do governo do Estado para manutenção de hospitais e serviços de saúde, a Prefeitura de Santa Cruz do Sul autorizou o Hospital Santa Cruz (HSC) a suspender temporariamente a realização de cirurgias eletivas, realizadas pelo SUS. A partir de segunda feira, dia 3, nenhum novo agendamento será realizado. A medida, que será tomada por tempo indeterminado, não afeta os 50 procedimentos já marcados para o mês de dezembro e nem as cirurgias de alta complexidade. 

 

O anúncio foi feito na tarde desta sexta-feira, dia 30, em uma entrevista coletiva concedida pelo secretário municipal de Saúde, Régis de Oliveira Júnior, pelo diretor administrativo do Hospital Santa Cruz, Egardo Kuentzer e pelo diretor executivo do Hospital Ana Nery, Gilberto Gobbi. Também participaram servidores da Secretaria Municipal de Saúde (Sesa) e representantes do Conselho Municipal de Saúde.  

 

De acordo com o secretário da pasta, Régis de Oliveira Júnior, desde janeiro deste ano a Prefeitura já suplementou cerca de R$ 4,5 milhões em recursos próprios para garantir o pleno funcionamento dos serviços. Também a Câmara de Vereadores destinou R$ 1,6 milhões de sobra de caixa para a área da saúde. 

 

De 2014 até hoje, o governo do Estado já deve à Prefeitura cerca de R$ 8,9 milhões, porém somando repasses que deveriam ser feitos para o Município, Cisvale e hospitais,  o valor da dívida ultrapassa os R$ 17 milhões. No que tange ao Município, os atrasos são referentes aos Caps, Samu, Estratégias de Saúde da Família e compra de medicamentos, serviços que vêm sendo mantidos pela Prefeitura com recursos próprios. 

 

Conforme o diretor do HSC, os obstáculos enfrentados pela instituição são muito grandes.  Além das dificuldades com o pagamento dos próprios funcionários, ele afirma que já começam a enfrentar problemas também com fornecedores e junto ao sistema financeiro para obtenção de empréstimos. Mesmo assim o Pronto Atendimento (PA) não será afetado e continuará atendendo normalmente a população. 

 

Um esforço conjunto entre a Prefeitura e as duas instituições hospitalares deve garantir a normalidade nos atendimentos de urgência e emergência. “Faremos um esforço enorme para manter o Pronto Atendimento, porque é a população que mais necessita. Nossa preocupação é de não criar um caos na saúde pública”, disse Kuentzer.

 

Com relação aos serviços de responsabilidade do Município, o secretário Régis afirmou que nada muda. A Prefeitura, segundo ele, já vem colocando em prática uma série de medidas de contenção de gastos, como suspensão de horas extras, cortes de contratos e terceirizados. Agora está partindo também para a redução de alugueis. 

 

Durante a entrevista, Régis lamentou as circunstâncias. “Chegamos a uma situação muito triste para a Prefeitura de Santa Cruz do Sul, mas não queremos fechar serviços básicos para a população. No pronto-atendimento nada muda. O Hospital Santa Cruz vai se esforçar para manter o PA aberto. Ficamos agora no aguardo de algum tipo de manifestação do governo do Estado para honrarmos nossos compromissos”, disse. 

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